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Redação

Internacional 19.05.2022 08H12

"Vamos fazer ainda mais", promete Marcelo à chegada a Díli

Escrito por Redação
O Presidente da República deslocou-se a Timor-Leste especialmente para as cerimónias oficiais dos 20 anos da restauração da independência e de posse do novo Presidente timorense, José Ramos-Horta.  

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu hoje, à chegada a Díli para a sua primeira visita oficial a Timor-Leste, "ainda mais" cooperação bilateral e expressou admiração pelo "grande povo" timorense.


"Vamos fazer ainda mais do que aquilo que temos feito", afirmou o Presidente da República perante os jornalistas, no Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato, onde foi recebido por José Maria dos Reis, vice-primeiro-ministro de Timor-Leste, e saudado por grupos tradicionais timorenses de regiões como Baucau, Manatuto e Suai.


"Há muito, muito a fazer e Portugal vai fazer tudo para que os próximos dez anos sejam ainda mais intensos do que estes últimos", acrescentou, com um pano tradicional timorense – tais – sobre os ombros, em sinal de boas-vindas.


Marcelo Rebelo de Sousa está em Timor-Leste especialmente para as cerimónias oficiais dos 20 anos da restauração da independência, na sexta-feira, e de posse do novo Presidente timorense, José Ramos-Horta, hoje à noite, nas quais representará o Estado português e as instituições europeias.


O Presidente da República viajou de Lisboa num voo operado pela EuroAtlantic, com paragem no Dubai, deslocação que no total durou mais de 20 horas. O avião aterrou em Díli pelas 07:45 locais, 23:45 de quarta-feira em Lisboa, onde são menos oito horas.


Nas suas primeiras declarações em Timor-Leste, onde nunca tinha estado, o chefe de Estado manifestou "grande orgulho e grande reconhecimento ao povo timorense por 20 anos de democracia, de paz, de liberdade" e apontou este jovem país como "um exemplo na região e um exemplo no mundo". "Isso realmente é tão tocante e tão emocionante", considerou Marcelo Rebelo de Sousa.


Assinalando a "sucessão pacífica de chefes de Estado", disse: "É um exemplo que Timor-Leste dá a todo o mundo e que, portanto, enche a nossa alma de carinho, de ternura, de reconhecimento, de gratidão e de admiração. É um grande povo".


Marcelo Rebelo de Sousa chegou acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho. Em Díli encontra-se também, em representação do parlamento português, a sua vice-presidente Edite Estrela, deputada do PS.


O vice-primeiro-ministro timorense declarou que "é um orgulho para o Estado e para o Governo de Timor-Leste receber o Presidente da República neste aniversário de 20 anos da restauração da independência" e expressou a expetativa de que "esta visita possa marcar um novo momento histórico no relacionamento caloroso" entre os dois países.


José Reis destacou o apoio que Portugal tem dado a Timor-Leste ao longo dos últimos 20 anos, particularmente no setor da educação, mas também na justiça, defesa e segurança. "Uma relação que deve ser conservada e promovida por futuros Governos", defendeu.


O chefe de Estado português também enalteceu os "laços fraternos entre os dois países" e referiu que "Portugal tem feito muito, nos mais variados domínios, da educação à cooperação social, política, diplomática, militar, na segurança", reiterando: "Temos de fazer mais, vamos fazer mais. É isso que aqui venho dizer".


Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, pode haver investimento de empresas portuguesas em Timor-Leste em setores como infraestruturas, no turismo, na energia, na transformação digital e na agroindústria.


Nesta primeira visita oficial à República Democrática de Timor-Leste, centrada na capital, Díli, o Presidente português tem um programa dividido por três dias, quinta, sexta e sábado, e regressa a Lisboa no domingo.

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