Segunda à Sexta / 08H45 – 12H20 – 17H30
Disco Radiografado
bandos e cardumes é o disco de estreia de xauxau dodô, septeto de Barcelos que cruza jazz, trip-hop e afrobeat numa linguagem muito própria. Editado em outubro de 2025, o álbum afirma-se como um manifesto coletivo onde convivem reflexão, intervenção, amizade e celebração. Entre canções que falam de identidade, pertença, crescimento e comunidade, a banda constrói um universo sonoro sem grandes fronteiras, sempre movido pela força do grupo. Ao longo deste CD RUM, são os próprios xauxau dodô que nos acompanham por cinco das faixas de bandos e cardumes, disco que os afirma como uma das novas vozes emergentes da música portuguesa.
Carolina Damas
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‘Fascínio e Miragem’, terceiro álbum de estúdio dos Holy Nothing, mergulha a fundo nas relações transatlânticas entre Portugal e Brasil. Inteiramente cantado em português, algo inédito no percurso da banda, o título e o conceito baseiam-se na obra ‘Do Brasil: Fascínio e Miragem’ do ensaísta Eduardo Lourenço. O livro do pensador português foi fundamental na estruturação e reflexão sobre conceitos como memória, identidade e intercâmbio cultural.
Uma viagem sonora entre Portugal e Brasil enriquecida pelas colaborações de Bixiga70, Luca Argel e BaianaSystem.
Sérgio Xavier
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Os Kumpania Algazarra são uma banda portuguesa enérgica de música de fusão/folk formada em Sintra em 2004, conhecida pelo seu estilo fanfarra que mistura sonoridades reggae, ritmos balcânicos, árabes e latinos. Com mais de 20 anos de estrada, celebram a vida e a folia com múltiplos álbuns editados e centenas de concertos. No passado dia 1 de Maio regressaram aos discos com “Tudo ao Contrário”, décimo álbum de estúdio. Segundo a banda, o disco é um convite direto à libertação, uma mescla sonora viciante que transforma inquietação em dança e incerteza em comunhão. As escolhas e apresentação dos temas ficou a cargo do músico Luís Barrocas.
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Em unlikely, maybe, Bruno Pernadas volta a expandir o seu universo sonoro ao longo de nove faixas que atravessam jazz, pop psicadélica, dancehall e muito mais. Editado em fevereiro de 2026, o disco marca um novo capítulo no percurso do músico e compositor lisboeta, aproximando-se de linguagens mais livres, espirituais e imprevisíveis, sem perder o detalhe melódico e o cuidado nos arranjos que têm marcado a sua discografia. Gravado entre várias cidades e diferentes espaços, o álbum junta uma vasta equipa de músicos e vozes, construindo um trabalho coletivo, exploratório e difícil de encaixar numa única categoria. Ao longo desta semana, percorremos algumas das faixas de unlikely, maybe e entramos no processo criativo de um dos nomes mais singulares da música portuguesa contemporânea.
Carolina Damas
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De dois passaram a cinco, cinco bravos rasparam a mãos desnudas a terra para construir o segundo álbum dos Duques do Precariado, Encarnação, editado pela Lux Records, uma escuta ininterrupta que nos deixa agarradões.
Eles são o Pedro Mendonça (voz, guitarras, percussão), João Neves (guitarras, viola Braguesa, teclados, voz), João Fragoso (baixo, guitarras, viola Braguesa, voz), Hugo Oliveira (Flautas, Gaita, Gralha) e Zé Stark (percussão). A Teresa Costa emprestou a sua flauta. É uma teia de guitarras, viola braguesa, flautas, percussões e camadas vocais que se entrelaçam de forma orgânica, numa ode à vida e à morte, onde a força do colectivo se sente e nos move.
Os Duques do Precariado encontraram um novo abrigo longe do alvoroço da metrópole, distantes da arquitectura peçonhenta do capitalismo, falam a língua dos pássaros e experimentam formas novas de construir a realidade de que somos feitos, paleta extensa de cores, First-Fish é uma pintura linda que se estende, lenta, diante dos nossos olhos, sempre com a Bruxa à espreita. Oxalá este disco tenha muitos filhos.
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‘The Stone of Madness’, o sétimo longa-duração dos Birds Are Indie está em destaque esta semana no CD-RUM. De acordo com Ricardo Jerónimo, é um disco inseparável do anterior, ‘Ones & Zeros’, um marco no percurso do trio. Desde logo por se tratar de um disco conceptual, algo inédito no percurso da banda, mas também pela sonoridade e pelas temáticas abordadas. Um som mais ‘sujo’ e ‘visceral’, construído à base de drum machines, sintetizadores e guitarras eléctricas e banda-sonora de um cenário distópico e em convulsão. Esse filão continua a ser explorado mas, se em 2023, o foco era dado ao colectivo, este novo trabalho desloca-o para o interior, para o lado mais pessoal e singular de cada um e os seus mecanismos mentais.
Sérgio Xavier
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“My days of 58” de Bill Callahan reafirma a complexidade do cantautor que, ao expor-se sem filtros, transforma fragilidade em grandeza.
Abel Duarte
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Esta semana, o disco em destaque no CD RUM é o quinto álbum de Stephen Lee Bruner, nome de nascença de Thundercat.
O álbum chama-se Distracted e revela-se mais melódico e atmosférico do que os seus antecessores. Está repleto de participações especiais de largo espectro, destaque para a póstuma de Mac Miller ou as de Willow, Tame Impala, Beck Hansen e Channel Tres.
Depois de um hiato de seis anos entre álbuns, o baixista mais talentoso da sua geração — antigo parceiro de Kamasi Washington e que começou a carreira nos Suicidal Tendencies — apresenta um disco escorreito, em que as canções se fundem umas nas outras e trazem uma leve pitada de psicadelismo hipnotizante, talvez fruto do dedo de Greg Kurstin e Flying Lotus, que produzem Distracted a meias com o próprio Thundercat.
O disco tem edição da Brainfeeder e está à venda nas lojas que importam.
Para ouvir de segunda a sexta, às 08h45, 12h20 e 17h30.
Nuno Di Rosso
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Os Gorillaz lançaram no passado mês de fevereiro “The Mountain”, o nono álbum de estúdio, que junta uma coleção de 15 faixas inéditas com a colaboração de muitos artistas, entre os quais, Asha Puthli, Jalen N’Gonda, Black Thought, Sparks, Bizarrap, Idles, Johnny Marr dos The Smiths, Trueno, Omar Souleyman, Yasiin Bey, Asha Bhosle, Gruff Rhys e Paul Simonon. Inclui ainda a participação de artistas já falecidos como Dennis Hopper, Bobby Womack, David Jolicoeur dos De La Soul, Tony Allen, Proof e Mark E. Smith. O disco contém uma forte influência da cultura indiana. A arte da capa foi criada por Jamie Hewlett e retrata os quatro membros animados da banda – Murdoc, Noodle, Russel e 2D – numa série de ilustrações desenhadas à mão. Os Gorillaz passam dia 12 de Junho pelo Primavera Sound no Porto.
Para ouvir de segunda a sexta, às 08h45, 12h20 e 17h30.
Elisabete Apresentação
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“Dói-Dói Proibido”, o álbum de estreia de Femme Falafel, alter ego de Raquel Pimpão, é uma dança irreverente sobre as nossas dores mundanas. Lançado em outubro de 2025, reúne dez canções onde a artista transforma inquietações — da saúde mental às relações — em letras cheias de trocadilhos, analogias e um humor muito próprio. Com formação em jazz, cruza influências que vão do house ao hiphop, do disco à MPB. Entre as batidas e a escrita trágico-cómica, o disco constrói um retrato singular e honesto de quem tenta sobreviver ao século XXI.
Carolina Damas
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Em “Existence is Bliss”, os britânicos Deadletter expandem o universo apresentado em “Hysterical Strenght”, álbum de estreia editado em 2024. No geral, é uma experiência auditiva densa, complexa e profunda, no entanto desafiadora.
Abel Duarte
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