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Liliana Oliveira

Academia 10.09.2021 07H00

"Há uma abstenção que me choca muito é a dos estudantes nas universidades"

Escrito por Liliana Oliveira
O investigador da UMinho, António Cândido de Oliveira, apresentou o seu livro “A Democracia Local em Portugal”, esta quinta-feira, no Museu Nogueira da Silva.
António Cândido de Oliveira, investigador da UMinho e autor do livro “A Democracia Local em Portugal"

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"Quando se fala em abstenção, há uma que me choca muito é a abstenção dos estudantes nas universidades". A opinião é de António Cândido de Oliveira, investigador da UMinho e autor do livro “A Democracia Local em Portugal", que foi apresentado, esta quinta-feira, no Museu Nogueira da Silva.

Em entrevista à RUM, o autor afirmou que "os estudantes têm um papel importante na condução da academia e a percentagem dos que votam é quase insignificante, abaixo dos dois dígitos". "Temos que pensar nisso. A democracia na universidade deve ser um exemplo e parece-me que nao é, por parte dos estudantes", acrescentou. 


O livro “A Democracia Local em Portugal”, diz o autor, é "uma forma pedagógica" e simples de abordar o tema. "Uma coisa que me impressiona é que as pessoas chegam às universidades e não sabem distinguir uma Câmara de uma Assembleia, não sabem quais são os órgãos de soberania, e isto é um bocadinho de pedagogia, porque é uma maneira simples de o dizer", referiu. Além disso, é também objetivo da obra por "as pessoas a questionar um conjunto de coisas para que tenham uma cidadania mais consciente e mais informada". 


Apesar de ser apresentado mesmo a tempo das eleições autárquicas, António Cândido de Oliveira diz que o livro "é voltado mais para depois das eleições". Em "A Democracia Local em Portugal”, o autor chama a atenção para os sites dos municípios, "que têm sido mal interpretados e não têm o conteúdo que devem ter", bem como para "o papel da oposição na democracia". "Não há democracia sem oposição", finalizou. 


Editada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, a obra aborda o poder democrático regional desde o século XIX, o papel dos cidadãos, a organização e ação de municípios e freguesias, as regiões administrativas adiadas, o associativismo e as entidades intermunicipais.

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