“Ou a Câmara toma medidas ou o Estádio Municipal será outro 1.º de Maio”

António Salvador, presidente do SC Braga, voltou a criticar a falta de vontade política do presidente da autarquia para avançar com o projeto apresentado pelo clube para a requalificação do Estádio 1.º de Maio, que poderia ser "a maior obra dos últimos 20 anos".

O presidente do SC Braga, António Salvador, voltou a criticar a falta de vontade política do presidente da autarquia, Ricardo Rio, para avançar com o projeto apresentado pelo clube para a requalificação do Estádio 1.º de Maio. 

Em entrevista à DMTV, o presidente arsenalista não nega que o Estádio Municipal “foi uma alavanca grande para o SC Braga”, porque o 1.º de Maio não reunia as condições necessárias, mas, volvidas duas décadas, aponta-o como um estádio “que não serve o clube e que não é funcional”, não servindo os interesses do SC Braga, nem dos parceiros. A manter-se na ‘pedreira’, para António Salvador, o clube não terá possibilidade de crescimento. As parcas receitas conseguidas no Municipal, de cerca de “dois milhões de euros” anuais, não é suficiente para tornar o clube campeão.

“Em outros clubes, há academias construídas pela autarquia, estádios doados pela autarquia, obras feitas pela autarquia e nós não temos. O que temos é o clube a pagar”, afirmou Salvador.

Depois da autarquia ter recusado a ideia apresentada pelo SC Braga para a requalificação da sua primeira casa, o presidente do clube reafirma de que em causa estava “um projeto para a cidade e da cidade”. Para que haja luz verde, acrescentou, é necessário “haver sinergia”. 

Lembrando os custos que o clube tem com a manutenção do Estádio Municipal, de mais de um milhão de euros, António Salvador lembra que “a conservação geral” é da responsabilidade da autarquia e deixa um aviso: “Aquele estádio vai fazer 20 anos ou a Câmara toma medidas em termos de conservação ou vamos ter um segundo Estádio 1.º de Maio”. 


O presidente do emblema arsenalista referiu ainda que da parte de Ricardo Rio obteve a informação de que depois de 2030 o objetivo da autarquia é vender o Estádio Municipal e que, a partir daí, as negociações decorreriam entre o clube e o novo dono. “O Braga não pode correr o risco de não saber o que vai acontecer”, sublinhou. 


Salvador recordou que o projeto de requalificação apresentado para o 1.º de maio previa a “redução da lotação para 20 mil lugares, mantinha a conservaçao das fachadas, seria um espaço funcional para as famílias, empresas e espetáculos culturais, a envolvente seria reabilitada, estando prevista a ligação do Parque da Ponte ao Picoto”


“Se o poder político em conjugação com o SC Braga fizesse de tudo para avançar, não tenho dúvidas de que seria a maior obra dos últimos 20 anos”, finalizou.


Contactado pela RUM, o presidente da Câmara de Braga não quis comentar o assunto.


2.ª fase da Cidade Desportiva concluída este ano


A segunda fase da cidade desportiva, que incluirá um pavilhão multiusos, a área residencial e a formação, deverá estar concluída até setembro. “Não tivemos ajuda da autarquia, nem ajuda estatal. Tivemos um investimento total do SC Braga”, atirou. Para o presidente do clube, a autarquia ter doado os terrenos para a academia “foi o melhor que fez”, porque “o SC Braga criou centralidade numa zona onde hoje estaria só mato”. A aquisição de outro terreno poderia ter sido mais vantajosa para o clube minhoto, diz Salvador, na medida em que poderia ter sido identificado “um local mais plano”, mas, admite, “foi um bom projeto para a cidade e para o SC Braga”.


Durante a entrevista, António Salvador referiu que “uma das grandes vitórias é que ao longo destes anos o clube tornou-se independente das decisões dos três grandes”. “Não queremos ser mais um grande, queremos ser um clube diferente, que decide por si”, vincou. 

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Liliana Oliveira
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