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Liliana Oliveira

Nacional 20.02.2020 19H33

As frases que marcam o dia em que o Parlamento aprovou a despenalização da eutanásia

Escrito por Liliana Oliveira
Parlamento aprova despenalização da morte medicamente assistida, depois de 3horas de debate com diferentes pontos de vista.

A despenalização da eutanásia foi aprovada, esta quinta-feira, no Parlamento. O debate já se adivinhava longo e com diferentes pontos de vista. O "sim" acabou por vencer. Os projectos do PS, BE, PAN, PEV e Iniciativa Liberal viram luz verde no Parlamento. 


Foram cerca de 3horas de debate, troca de ideias e pontos de vista. Estas foram algumas das frases que marcaram uma tarde dedicada à eutanásia:



"Ninguém é obrigado e ninguém é impedido. Ouvi histórias de dor. Foram essas pessoas que me ensinaram a não ter conceitos abstratos, mas o essencial que há a saber sobre este assunto: não há nada que legitime forçar alguém aer uma despedida da vida que a violente", José Manuel Pureza, Bloco de Esquerda


"O medo não nos pode tolher a coragem e impedir-nos de avançar no domínio da consagração de direitos. O sofrimento é uma experiência pessoal e intransmissível ", André Silva, PAN


“Não se pode perseguir quem ajuda um doente com uma doença intolerável", Isabel Moreira, PS


"Trata-se, sobretudo, de não impor o dever ou a obrigação de viver a sofrer grave e dolorosamente.Esta proposta não implica obrigar ninguém a escolher a antecipação da sua morte", José Luís Ferreira, PEV


"Só nós próprios sabemos verdadeiramente sobre nós e, até ao último momento, ninguém devia poder decidir a nossa vida por nós", João Cotrim Figueiredo, Iniciativa Liberal


"Um país não pode criar instrumentos legais para ajudar a morrer quando não garante meios para ajudar a viver", André Filipe, PCP


"Nunca é absolutamente seguro que se respeita a vontade de forma fidedigna da pessoa que pede a eutanásia", António Ventura, no PSD


"Devemos nós, para evitar o nosso sofrimento psicológico, impor um sofrimento físico a quem dele não queira padecer? Penso claramente que não", André Coelho Lima, PSD


"Ninguém deve ser obrigado a definhar até deixar de ser, até deixar de sentir , até deixar de ser", Mariana Mortágua, BE


"O que está em causa é a possibilidade de, a pedido e nas circunstâncias descritas, alguém ser morto por uma outra pessoa. É isso que está em causa Matar, através de uma injeção ou da administração de uma droga leta. Ninguém é indiferente ao sofrimento humano, mas leva a uma quebra de confiança nos médicos, mas também no SNS”, Telmo Correia, CDS


"A vida é um direito, mas não uma obrigação para viver com sofrimento", Moisés Ferreira, BE


"A lei fecha a porta a quem não partilha destes valores", Pedro Delgado Alves, PS


"Já não tenho esperança que esta câmara reverta esta decisão, mas apelo ao PR que dê aos portugueses a palavra para se pronunciarem sobre a eutanásia", André Ventura, Chega


"Ninguém decide morer porque sim, de ânimo leve, mas eu não quero impor a outra pessoa a visão da dignidade", Porfírio Silva, PS


“Nada pode colocar em causa a autodeterminação, a liberdade e a dignidade que cada um e cada uma dispõe em democracia. Não são valores referendáveis", Joacine Katar Moreira


"Foi por vontade de outros que nascemos, que não aconteça o mesmo com o nosso projeto de vida. O objetivo mais nobre da democracia é dar a cada pessoa as condições para que possa escolher o seu projeto de vida”, Alexandre Quintanilha, PS


"Não posso deixar de reclamar para estas pessoas aquilo que reclamo para mim: poder escolher", Sofia Matos, PSD


"Não é um ato médico, é uma violação do ato médico", Cláudia Bento, PSD


"Nenhumas das propostas obriga ninguém a optar, o que consideramos é que esse direito deve estar disponível para as pessoas que, querendo fazer uso deles, possam fazê-lo. Será que o Estado tem o direito de obrigar alguém a viver nessas condições?”, José Luís Ferreira, PEV


"Despenalizar a eutanásia é um tema incontornável em Portugal", Maria Antónia Almeida Santos, do PS


"Esta decisão cabe e só pode caber às pessoas que infelizmente se encontram nesta situação. São elas, que diariamente, 24 horas por dia, a cada segundo, se veem confrontadas com aquilo que nenhum de nós gostaria de se ver confrontado", Bebiana Cunha, PAN


"A ciência tem limites e nem sempre consegue responder à dor e à dignidade", Pedro Filipe Soares, BE

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