Academia 26.03.2025 18H11
Centro Audiovisual e Multimédia da UMinho vai servir a academia e a região
Foi inaugurado esta quarta-feira, no edifício 13 do Campus de Gualtar da UMinho. Um local de aprendizagem, de trabalho e novas experiências antecipando a saída para o mercado de trabalho, mas também de abertura às instituiçõs e entidades da região norte.
“Resultado de um golpe de sonho”, como disse hoje a Diretora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) , está oficialmente inaugurado o Centro Audiovisual e Multimédia da Universidade do Minho. Tecnologia de última geração, um estúdio de televisão e estúdios de rádio com capacidade de realização de emissões em tempo real são algumas das valências dos 500m2 do centro localizado no Edifício 13 do Campus de Gualtar, ao lado do Instituto de Ciências Sociais (ICS).
A cerimónia de abertura oficial aconteceu esta quarta-feira e contou com a presença de responsáveis da instituição, autarcas, o presidente da CCDR-Norte, mas também muitos dos docentes que ao longo de décadas se bateram pela concretização de um espaço com estas caraterísticas. O projeto contou com o apoio de cerca de 1Milhões de Euros do Norte 2020 e custou, no total, aproximadamente 1.3ME.
Um sonho que se concretiza mais de vinte anos depois da sua primeira idealização
"A obra física está concluída. A obra de construção de novos talentos começará agora", fez questão de evidenciar Madalena Oliveira, diretora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade na parte final do seu discurso perante uma sala repleta de convidados, muitos deles ligados à área das Ciências Sociais da academia minhota.
Trata-se de um centro "aberto à utilização de membros internos da universidade, prioritariamente, para servir projetos de ensino, também projetos de investigação, em especial o CECS". Com recursos para a produção de conteúdos criativos, o espaço estará aberto à prestação de serviços de forma particular para a região norte.
Estúdios de rádio que competem com estações profissionais, ferramentas digitais recentes, além de um estúdio de televisão que apresenta uma nova possibilidade para a formação na área das ciências da comunicação da UMinho: a expansão do ensino para a produção de entretenimento. "Os nossos cursos de comunicação têm estado muito mais voltados para a atividade relacionada com informação e jornalismo. A partir de agora temos também a oportunidade de criar estúdios versáteis, dinâmicos para diferentes cenários e, portanto, do ponto de vista da formação expandimos claramente as nossas possibilidades", detalhou a docente.
Segundo a presidente do Instituto de Ciências Sociais (ICS), Paula Remoaldo, um dos desígnios é tornar o projeto "sustentável em termos financeiros" através da prestação de serviços com um regulamento que está em fase de elaboração. O reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, acrescentou que depois de tanto tempo de espera é preciso aproveitar o momento e acelerar para a "contratação de profissionais", notando que "a qualidade destes equipamentos não se compadece com amadorismos". "Estou convicto de que, chegados aqui, só temos um caminho: aproveitar ao máximo as potencialidades que este novo centro traz para a nossa comunidade e também para a comunidade externa à Universidade do Minho", afirmou já em declarações à RUM.
Rui Vieira de Castro assume também que a ideia era "forte" e a aspiração "verdadeiramente sentida" daí que nunca se tenha abandonado a ideia deste centro. "O tempo permitiu explorar possibilidades de financiamento, consolidar a ideia daquilo que se pretendia e das valências que lhe queríamos associar", argumentou. Um projeto que "vai permitir estruturar muita atividade de interação com o exterior", graças a uma infraestrutura de "enormíssima qualidade" que permitirá ao ICS e às Ciências Sociais "dar um salto qualitativo".
Por sua vez, o presidente da CCDR-Norte e antigo reitor da Universidade do Minho, António Cunha, que não escondeu "o orgulho e a satisfação" por presenciar este dia, afirmou que este é "um excelente exemplo de um projeto financiado por fundos europeus" apresentando "uma infraestrutura de última geração, uma infraestrutura multiobjetivo e muito importante para melhorar as capacidades letivas da UMinho, uma entidade de referência neste domínio".