Academia 07.12.2022 23H51
Expansão do IDEGUI poderá dar os primeiros passos em 2023
Câmara já adquiriu os terrenos contíguos ao Instituto de Design da UMinho e o Centro de Ciência Viva de Guimarães.
O Instituto de Design da Universidade do Minho (IDEGUI) poderá começar o processo de expansão já em 2023. A convicção foi partilhada pelo presidente da Câmara de Guimarães, no 10.º aniversário do IDEGUI.
De acordo com Domingos Bragança, a autarquia vimaranense já adquiriu os terrenos contíguos ao Instituto e ao Centro de Ciência Viva, num investimento que ronda os 5 milhões de euros.
“Estamos a trabalhar no projeto, mas temos que introduzir um acelerador para vermos trabalho no próximo ano”, acrescentou o autarca.
Uma das reivindicações dos estudantes do campus de Couros, onde se localiza este instituto, é a existência de uma cantina nas proximidades. Esse foi, aliás, um dos objetivos apontados como prioritário, no debate que decorreu no Instituto esta quarta-feira.
A intervenção terá que ser assegurada pela Câmara de Guimarães e pela Universidade do Minho, sem contar com fundos comunitários.
António Cunha, presidente da CCDR-N, considera que alguns projetos em Couros poderão passar pelo Norte 2030, mas não esse. “Há bases para ter um projeto com mais ambição e estão reunidas todas as condições para isso. Tenho uma perspetiva positiva para os próximos dez anos”, apontou o responsável a propósito do Instituto que fundou, enquanto reitor da UMinho em 2012.
Paulo Cruz, presidente do Instituto de Design, admite que os constrangimentos afetos ao espaço e aponta aos quadros de financiamento que possam ser aproveitados pelo IDEGUI. Para o diretor do Instituto, “a componente de ligação à indústria poderá fortalecer-se”, na próxima década.
Luís Amaral considera que a articulação com as empresas é o grade desafio do Instituto de Design na próxima década. Além disso, o vice-reitor destaca “a crescente procura dos cursos e a facilidade de colocação dos formados no mercado de trabalho”.
O IDEGUI assinalou, esta quarta-feira, o 10.º aniversário, com um debate que juntou responsáveis políticos e da Universidade do Minho, um empresário vimaranense e uma antiga estudante para falar do presente e do futuro de um Instituto.