Nacional 03.04.2025 08H40
Nova sondagem aponta para empate técnico entre AD e PS
A terceira força política continua a ser o Chega com 17%, menos um ponto percentual do que obteve nas legislativas de 2024. Em quarto lugar segue a Iniciativa Liberal, seguida pelo Bloco de Esquerda e Livre.
A sondagem do CESOP - Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público, conhecida esta quarta-feira, revela um empate técnico entre AD e PS nas eleições legislativas de 18 de maio, apesar de o partido de Luís Montenegro apresentar uma ligeira vantagem. Prevê-se também que os três principais partidos tenham uma redução nos votos, enquanto IL, BE e Livre revelam um crescimento palpável.
Após apuradas as intenções de voto, a estimativa de resultados eleitorais aponta para 29% para a Aliança Democrática, que numa sondagem do ano passado, a última realizada pelo CESOP, alcançou 33%.
Também o Partido Socialista desceu ligeiramente, obtendo um resultado de 27%, menos dois pontos percentuais do que no ano passado. O mesmo acontece com o Chega, com a mais recente estimativa a apontar para 17%, menos um ponto percentual do que em outubro.
Já a Iniciativa Liberal, apontada como quarta força política nesta estimativa, alcançou os 8% (em outubro foram 6%). Para o Bloco de Esquerda prevê-se um resultado de 5% (em comparação com 4% na última sondagem) e para o Livre 5% (antes obteve 3%).
CDU e PAN mantiveram os mesmos resultados do inquérito de outubro, com 3% e 2%, respetivamente.
À pergunta “Qual a probabilidade de votar nas próximas eleições legislativas num dos seguintes partidos?”, 38% dos participantes disseram ser provável ou muito provável votarem no PS, enquanto 37% responderam ser provável ou muito provável votar na AD.
“Perante estes dados, a probabilidade de maioria absoluta de um só partido está muito reduzida”, refere o CESOP.
Avaliação do Governo e líderes partidários
Pouco mais de metade (52%) dos inquiridos avaliaram como “razoável” o desempenho do Governo da AD, em funções há cerca de um ano. Outros 18% consideraram o desempenho “bom” e apenas 4% “muito bom”.
Por outro lado, 17% classificaram-no de “mau” e 7% de “muito mau”, significando que a avaliação negativa subiu para 24% (quando na última sondagem se fixou em 18%).
Os participantes foram também convidados a avaliar os líderes partidários, sendo Luís Montenegro o único a receber nota positiva: de 0 a 20, obteve 10,7. Ainda assim, ficou pior do que na sondagem de outubro, na qual conseguiu nota 12.
A avaliação média de Pedro Nuno Santos (PS) foi de 9,6, seguindo-se Rui Rocha (IL) com 8,5; Rui Tavares (Livre) com 8; Nuno Melo (CDS-PP) com 7,7; Mariana Mortágua (BE) e Inês Sousa Real (PAN) empatadas com 6,7 e Paulo Raimundo (CDU) com 6,3.
No fim da tabela, com a pior classificação, surge André Ventura (Chega), avaliado pelos inquiridos em 6,2.
“Em comparação com a última sondagem, observa-se uma descida generalizada das avaliações dos políticos”, refere o CESOP.
Para onde estão a ir os votos das últimas eleições?
Numa tentativa de perceber para onde estão a ir os votos das eleições legislativas de 2024, o CESOP estima que 10% dos eleitores que no ano passado votaram na IL vão, agora, votar na AD.
Destacam-se também os 9% que nas últimas eleições votaram no BE e, desta vez, se estima que votem na CDU. Prevê-se igualmente que a IL vá buscar, nas próximas eleições, 9% de votos à Aliança Democrática. Já o Livre poderá ir buscar 11% dos votos ao Bloco de Esquerda.
O Partido Socialista irá, segundo esta estimativa, buscar 21% dos votos à CDU e 11% ao PAN.
Numa outra questão sobre intenção de voto, do total de pessoas inquiridas 75 por cento disseram ter a certeza de que irão votar no dia 18 de maio.
No entanto, a partir destas respostas não é possível prever um valor para a abstenção, já que “muitos dos abstencionistas não aceitam sequer responder a inquéritos políticos”, refere o CESOP.
Ficha técnica
Este inquérito foi realizado pelo CESOP – Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e Público entre os dias 17 e 26 de março de 2025. O universo alvo é composto pelos eleitores residentes em Portugal. Os inquiridos foram selecionados aleatoriamente a partir de uma lista de números de telemóvel, também ela gerada de forma aleatória. Todas as entrevistas foram efetuadas por telefone (CATI). Os inquiridos foram informados do objetivo do estudo e demonstraram vontade de participar. Foram obtidos 1206 inquéritos válidos, sendo 43% dos inquiridos mulheres. Distribuição geográfica: 31% da região Norte, 21% do Centro, 33% da A.M. de Lisboa, 7% do Alentejo, 4% do Algarve, 2% da Madeira e 2% dos Açores. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população por sexo, escalões etários, região e comportamento de voto com base nos dados do recenseamento eleitoral e das últimas eleições legislativas. A taxa de resposta foi de 29%*. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1206 inquiridos é de 2,8%, com um nível de confiança de 95%.
*Foram contactadas 4177 pessoas. De entre estas, 1206 aceitaram participar na sondagem e responderam até ao fim do questionário.
RTP