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APPACDM DE BRAGA
Elsa Moura

Regional 31.03.2025 08H37

Trabalhadores da APPACDM de Braga desesperam por subsídios em atraso

Escrito por Elsa Moura
Para a manhã desta segunda-feira está prevista uma manifestação e marcha até à Segurança Social mas pais alertam que a contestação deve ser contra direção e não contra o Estado
Declarações de dirigente do CESP e de pai de utente da APPACDM de Braga

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Os trabalhadores da APPACDM de Braga estão novamente em protesto esta segunda-feira. É mais uma manifestação dos funcionários desta instituição de solidariedade social que continuam a somar subsídios em atraso desde 2023. Os pais dos utentes da instituição acusam a atual de direção de não prestar os devidos esclarecimentos à comunidade ou de resolver os problemas. Aliás, um grupo de pais alerta para um ambiente que prejudica a atividade e desenvolvimento destes utentes a todos os níveis.


A manifestação desta segunda-feira é convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e está agendada para as 10h00, no lar residencial de S. Lázaro com os trabalhadores a seguirem em marcha até ao centro distrital de Braga da Segurança Social.


Afetados por estes atrasos estão 170 trabalhadores que prestam um apoio determinantes a estes utentes com deficiência. Em declarações à RUM, Ana Rodrigues, da delegação de Braga do CESP refere que estão pendentes o subsídio de férias de 2023 e o subsídio de natal de 2024 "e não há perspetiva alguma que recebam o referente ao subsídio de férias de 2024".


Nos últimos anos aconteceram várias mudanças na liderança da instituição, com investigações ligadas a alegados desvios de verbas em mandatos anteriores. Uma instabilidade diretiva e financeira que preocupa trabalhadores e famílias de utentes. O sindicato chama também à responsabilidade a própria autarquia de Braga e a Segurança Social. Assumindo que "a responsabilidade principal será sempre da direção da APPACDM" entendem que "também há responsabilidades da tutela e responsabilides sociais". "A tutela deveria fiscalizar os dinheiros públicos que se destinam às instituições. Queremos perceber até que ponto é que a Segurança Social está a acompanhar este processo. A câmara porque também na qualidade de responsável social deve ter um conhecimento da atual situação porque esta instituição serve a comunidade", argumenta.


Ainda assim, um grupo de pais de utentes da APPACDM de Braga discorda do facto de o sindicato procurar exigir responsabilidades à Segurança Social ou à autarquia de Braga, notando que quem deve resolver o problema é a direção da instituição. "O que é que a câmara tem a ver com isso? A câmara mesmo que queira dar algum dinheiro é necessária uma assembleia geral. A Segurança Social, cumprindo os seus deveres, também quer que a associação cumpra. O que vemos é uma inércia total", refere António da Silva.


"A APPACDM de Braga está um autêntico caos"

Este mesmo grupo de pais alerta para as consequências destes constrangimentos a diferentes níveis. Além da fragilidade e das especificidades da comunidade que a APPACDM de Braga serve, António Silva refere que os trabalhadores estão desmotivados e a estrutura não está a corresponder. 

"Notamos na falta de CACI (Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão), na falta de valências. Os meninos estão parados nas salas. No inverno tivemos problemas porque o aquecimento não funcionava. Quase todos os pais têm problema de idade mais avançada. Não temos uma estrutura a funcionar bem. A associação está um autêntico caos", denuncia.


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