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Foto: Braga 25
Maria Carvalho

Cultura 25.03.2025 09H50

Durante meio ano, a cultura em modo sonoro está nos autocarros da TUB

Escrito por Maria Carvalho
O programa Trajetos Comunicantes, da Braga 25, desenhou instalações artísticas sonoras especificamente para estas viaturas.  
Declarações de Luís Pinto, curador do projeto Trajetos Comunicantes e Joana Meneses Fernandes da Faz Cultura e coordenadora da Braga 25

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Até ao final de novembro, quem andar nos autocarros da TUB é convidado a escutar um conjunto de intervenções sonoras que vão desde a rádio-arte, documentário e paisagem sonoras a performance e música.


O programa Trajetos Comunicantes, da Braga 25, desenhou instalações artísticas sonoras especificamente para estas viaturas.


Num percurso de estreia que contou com a presença da imprensa local, o curador do projeto, Luís Pinto revelou que se trata de "uma instalação sonora que para muitas pessoas vai parecer uma rádio, porque tem conteúdos a dar continuamente, tem jingles, tem coisas que vão pontuando a emissão". Os conteúdos são trabalhados por artistas diferentes, incluindo "alunos da Universidade do Minho, ligados à área da comunicação, fazedores da arte radiofónica, os mobile radio", assim como música música experimental criada especificamente para esta criação nos transportes públicos do concelho de Braga.


"No fim do ano está prevista uma edição de um livro com ensaios escritos feitos a propósito destas temáticas que nós tratamos aqui, da comunidade, mobilidade, território, paisagem, porque são esses os conceitos centrais sobre os quais as peças sonoras também foram trabalhadas", continuou. O objetivo é que se una a isto também uma área de pensamento, "já que é um programa que parte de um grupo de investigação em meios sonoros, mas é um grupo académico".

Em maio, a RUM - Rádio Universitária do Minho entra a bordo para uma emissão sobre rodas. O programa termina, em novembro, com a publicação de ensaios escritos também provenientes da chamada de trabalhos internacional.

A Estratégia Braga Cultura 2030 resulta de um trabalho de auscultação junto da comunidade. Entre preocupações, desejos para a cidade, a mobilidade terá sido das questões mais mencionadas, de acordo com a coordenadora da Braga 25, Joana Meneses Fernandes.


Assume que se trata de "uma experiência diferente daquilo que é uma viagem de transporte coletivo no quotidiano". "E, no fundo, essa é uma das grandes intenções ou missões do projeto, é precisamente trazer a arte e trazer a cultura, através deste conjunto de instalações artísticas sonoras, ao quotidiano dos bracarenses e, em particular, de quem usa os seus transportes coletivos", esclarece. 


Antecipa, por isso, a apresentação de um conjunto de instalações artísticas que "também vão sendo renovadas ao longo dos seis meses nos dois veículos que irão também fazer diferentes trajetos pela cidade". Acrescenta ainda que "é uma forma distinta de viver a capital portuguesa da cultura". 


A administradora dos TUB, Sandra Cerqueira, destaca a importância de a empresa se envolver em projetos e desafios diferentes que vão surgindo, como é o caso da Faz Cultura. "Por muito fora da caixa que pareça, nós temos provado que há projetos que são inusitados e que estão a bordo das viaturas dos TUB. Já tivemos no passado iniciativas como apresentações com comitivas internacionais, iniciativas de poesia, leitura, portanto, também transportamos a cultura a bordo das nossas viaturas", detalha. 


Nos próximos seis meses, quem andar nos autocarros dos TUB é convidado a escutar um conjunto de intervenções sonoras que vão desde a rádio-arte, documentário e paisagem sonoras a performance e música. 

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